domingo, 9 de outubro de 2011

A MINHA CACHOEIRA

     
“Como as pessoas, as cidades têm alma, e só aquelas que cultivam a sua alma, têm temperamento e personalidade. A  alma das cidades são as pessoas que vivem e viveram nela...” (Alexandre Effer Garcia- apresentação livro A Minha Cachoeira , João Carlos Alves Mor).







Queria nesta apresentação não apenas falar dos pontos turísticos de minha cidade, que são bastante, tem muitas belezas, gostaria de apresentar minha cidade não apenas relatando o que ela tem, mas tudo aquilo que aconteceu nos decorrer dos, desde o tempo de sua criação. Talvez hsitórias que muitos não conheçam ou nunca ouviram falar.
Apresentar sim minha cidade, mostrar o que tem de mais belo,mas relatar sua verdadeira história, para isso recorri ao livro de João Carlos Alves Mor que fala um pouco sobre a Cachoeira do século passado, conta histórias e fala de pessoas que por aqui passaram.
Para isso irei começar  a minha apresentação de Cachoeira falando um pouco Praça Honorato de Souza Santos.
Quando Mór aqui chegou não deveria ter mais do que trinta mil habitantes, a parte central iniciava na margem esquerda do Rio Jacuí e suas ruas, no sentido sul/norte, tinha o término na estação da Viação Férrea, que ficava onde hoje é a Praça Honorato de Souza Santos, onde acabava a parte central.



Naquela época ponto de encontro de muitos cachoeirenses, que vinham esperar por seus familiares ou amigos, os trens que daqui saiam tinham como destinos viagem por São Leopoldo e chegavam a Porto Alegre depois de nove horas de viagem.  O trem era a maneira mais comum de viajar, com o término da Segunda Grande Guerra, em 1945, iniciou-se a construção da BR 290, rodovia que liga Porto Alegre a Uruguaiana, com isto Cachoeira ficou a 30km desta estrada e o tempo de duas a três horas de viagem.



Hoje a praça serve de ponto de encontro de muitas famílias e de eventos realizados na nossa cidade, também abriga o camelódromo de Cachoeira.


Outro ponto turístico visitado em nosso município é a Praça José Bonifácio, onde se localiza a fonte de águas dançantes, espetáculo muito bonito de se ver a noite. Mas poucos sabem que nesta praça no ano de 1928 existia um belo  relógio que ficava exatamente bem no centro da Rua 7, na altura em que a praça se divida em duas metades, estava assentado sobre coluna de mármore cor –de-rosa, aos pés da coluna, que possuía mais de dois metros de altura, existiam floreiras.  A calçada da praça, nesta época, era decorada com mosaicos trabalhos, havia bancos de modelos diferentes,  ponto de encontro dos jovens da época, que além do namoro, se reuniam ali para irem ao cinema.






O Cinema Coliseu Cachoeirense, localizava bem próximo Praça José Bonifácio, uma grande construção de madeira com capacidade para mil cadeiras, uma frisa e mais uma galeria de camarotes na parte superior. O palco, de grandes dimensões oferecia todas as condições e conforto necessário para apresentação das melhores companhias de teatro que circulavam nas principais cidades do Brasil. O Coliseu chamava sua clientela por meio de uma sirena de grande volume, que era acionada antes do início do espetáculo.


Uma pena que hoje resta apenas às ruínas desta bela construção, que no passado foi ponto de encontro de várias gerações, com suas sessões diárias, trazendo diversão e alegria ao povo cachoeirense.

Possuímos sim um cinema hoje em Cachoeira do Sul, em um prédio que ainda esta em construção, com à promessa de ser um Shopping e quem sabe um novo ponto de encontro e diversão para todas as gerações de cachoeirenses.

Quem visita Cachoeira não pode deixar de conhecer a Cadetral Nossa Senhora da Conceição e também o Chateau D’Eau,  que foram inspiração para  Osni Shroeder na criação do seu livro “A Noite de Netuno e da Virgem”,  uma história de ficção ambientada numa noite de inverno em Cachoeira do Sul. Tem como referência o Chateau D’Eau da Praça Matriz, antigo reservatório de água e uma construção em estilo eclético  com carregada motivação simbólica. Da fachada da Catedral  a imagem da Virgem Maria amorosamente parece abençoar a praça.
”A Catedral Nossa Senhora da Conceição  esta localizada na Praça Balthazar de Bem, considerada a mais antiga da cidade, a Catedral foi inauguada em 1799, que é oficialmente monumento histórico tombado. Na parte central da praça está o Château D’Eau, inaugurado em 1925 é considerado o principal cartão-postal da cidade. Encontram-se também na Praça monumentos homenageando Antônio Vicente da Fontoura, importante vulto da Revolução Farroupilh, e Dr. Liberato Salzano Vieria da Cunha, prefeito municipal e Secretário da Educação do Estado do RS, falecido em acidente aviatório no ano de 1957(fonte de dados página do Museu Municipal de Cachoeira do Sul, na internet)”.





Catedral Nossa Senhora da Conceição no ano de 1799.
http://www.museucachoeira.com.br/img/galerias/2/_igreja_matriz._ao_centro


Château D’Eau  no ano de 1925 .






Catedral e Château D’Eau nos dias de hoje, bela paisagem a ser admirada de dia ou a noite.











Plantada no coração do Rio Grande do Sul, Cachoeira do Sul é um cidade de porte médio, com a economia baseada praticamente apenas na agricultura e na pecuária. Marcou posição na historia do país pelo pioneirismo da produção de arroz irrigado, assim como outros feitos pouco conhecidos,  como nosso herói de guerra Tenente Luiz Lopes Dornelles, que  morreu em combate na Segunda Grande Guerra em abril de 1945, cidadão cachoeirense que tanto amou sua terra e que deu sua vida pela libertação dos povos do mundo.
A Minha Cachoeira é cheia de encantos e lugares maravilhosos, mas sua história é ainda mais encantadora e maravilhosa. Olhar para nossas praças e não ver somente sua beleza, mas ficar a imaginar como ela era no século passado, o que os jovens fazia naquela época para se divertir, quais os detalhes que ainda estão vivos nas ruas, calçadas, monumentos e como ela estará daqui a alguns anos?